Diocese de Miracema do Tocantins

Pastoral do Dízimo

Coordenador: Flávio Mendes Ribeiro

End. Av. Tocantins, 3010 – Centro – Cep. 77.700-000- Guarai- TO

Fone: (63) 9214-2203 – E-mail: euflavioeu@hotmail.com.

 

Qual o objetivo da Equipe de Pastoral do Dízimo?

Embora a conseqüência natural da implantação do Dízimo seja um aumento de receita, um crescimento na arrecadação paroquial, não deve ser esse o objetivo da organização da Pastoral do Dízimo. Isso deve ficar bem claro logo no início: a Equipe de Pastoral do Dízimo nunca deveria ter o objetivo, nem mesmo a conotação, de resolver o problema de caixa da paróquia. Toda paróquia tem, com efeito, outras fontes de renda, que não são o Dízimo: festas, eventos promocionais, aluguéis, doações, etc. Em princípio, uma paróquia poderia sobreviver sem o Dízimo. Mas, aí, não estaria sendo a Igreja de Jesus Cristo, a Igreja da Palavra de Deus, que nos ensina muitas coisas sobre a prática do Dízimo. Como vimos acima, o Dízimo é questão de fé, de prática do Evangelho, de confiança em Deus providente.

Por isso, o principal objetivo da Equipe de Pastoral do Dízimo é evangelizar sobre o Dízimo. E isso deve ser feito de modo tal que o Dízimo se torne, de fato, a principal fonte de renda da paróquia. Na verdade, para sermos fiéis à Bíblia, o Dízimo deveria ser a única fonte de renda de uma comunidade de fé. Então, ele seria sinal de partilha e de comunhão, a exemplo das primeiras comunidades cristãs.

Se o Dízimo fosse bem organizado, não se despenderia tanta energia, cansaços e tensões (quando não até divisões) com outras preocupações. Mas, para que haja uma boa organização do Dízimo, é necessária muita evangelização. A Equipe de Pastoral do Dízimo tem essa missão: conscientizar os paroquianos sobre sua responsabilidade para com a comunidade paroquial onde vivem e da qual fazem parte. Nesse sentido, importante trabalho deve ser feito exatamente junto às lideranças das pastorais, grupos e movimentos.

O objetivo primeiro da Equipe de Pastoral do Dízimo é:

a) Conscientizar os fiéis sobre a dimensão bíblica, teológica e espiritual do Dízimo;

b) Mostrar que o Dízimo é um ato de fé, de esperança e de caridade;

c) Testemunhar a alegria de uma vida agradecida a Deus, através da oferta mensal do Dízimo.

d) Apresentar o Dízimo como condição central da experiência de comunhão e participação e, portanto, da experiência de ser e de agir como Igreja.

Um dos lemas da Equipe da Pastoral do Dízimo e um dos sonhos de todo dizimista é: “Que haja igualdade em tudo e para todos”.

Qual é a importância da Pastoral do Dízimo para a Paróquia?

Para que aconteça uma Pastoral de Conjunto dinâmica e atuante é necessário que todos contribuam. A participação não é meramente financeira, mas implica também na doação pessoal de talentos e do próprio tempo à comunidade. A Equipe da Pastoral do Dízimo tem preponderantemente o papel de conscientizar cada participante da comunidade sobre sua responsabilidade em contribuir em todos os sentidos para com essa mesma comunidade e toda a Igreja. Nesse sentido, caberá à Equipe de Pastoral do Dízimo prover a comunidade com os recursos materiais necessários a toda a obra evangelizadora.

Todo mundo sabe que sem dinheiro não se faz nada. Para qualquer tipo de evangelização, é preciso contar não somente com pessoas e sua boa vontade, mas também com dinheiro. É preciso investir na formação de lideranças, na catequese das crianças, adolescentes e jovens, em viagens e hospedagens para cursos e estudos, no pagamento de salário justo aos padres e outros agentes de pastoral, nos materiais para a celebração. Tudo isso, e muito mais, deve ser bancado pela comunidade. A Igreja não vive de subsídios do governo, nem de coletas feitas entre as grandes empresas, nem das doações dos ricos. A Igreja vive da gratuidade de seus fiéis. Quanto mais a comunidade puder contar com recursos financeiros, mais ela poderá aplicar na obra evangelizadora. Conseguir esses recursos, eis o carisma de quem participa da Equipe de Pastoral do Dízimo!

Quais as tarefas próprias da Equipe da Pastoral do Dízimo?

O seu papel primordial é o de ser conscientizadora. A ela cabe lembrar sempre aos fiéis o compromisso do Dízimo como questão de fé e de confiança na Divina Providência. Mas há tarefas a serem executadas. Tarefas de cadastro de dizimistas, arrecadação do Dízimo ao final das missas, redação e remessa de correspondências diversas aos dizimistas, confecção de cartazes, visitas, participações eventuais nas celebrações comemorativas do Dízimo e muitas outras circunstâncias que podem surgir. Não se pode esquecer um fator muito importante: a prestação de contas, regular e periódica, das arrecadações e dos gastos ocorridos.

Quem pode ser membro da Equipe da Pastoral do Dízimo?

Pelo tipo de tarefas mencionadas, parece que somente deveriam ser membros desta Pastoral os executivos, advogados, contadores, secretárias e profissionais administrativos. Se considerarmos apenas as tarefas de organização, cadastro e organização, seria até provável que fosse assim. Mas é importante lembrar que a principal função da Equipe da Pastoral do Dízimo é o de ser conscientizadora da necessidade de todos serem dizimistas. Qualquer pessoa que tenha boa vontade e que saiba evangelizar (e isso é tarefa de todo cristão!) pode ser membro da Equipe da Pastoral do Dízimo!

Não se pode esquecer que a Igreja não é uma empresa, um clube de serviços, uma organização qualquer. Ela é a comunidade dos servidores e servidoras de Deus, dos seguidores e seguidoras de Cristo, dos instrumentos do Espírito Santo. Mais que a nossa tarefa, conta a graça de Deus! Por isso, toda pessoa que participa regularmente da comunidade pode ser membro da Equipe Paroquial da Pastoral do Dízimo. A condição essencial para ser membro da Equipe Paroquial é a de ser um/a dizimista consciente, o que implica em freqüência e participação assíduas, independente de status social, intelectual ou profissional.

Em si, não é necessário que a Equipe da Pastoral do Dízimo seja formada pelos mesmos membros da CAEP (Comissão de Assuntos Econômicos da Paróquia). Outras pessoas podem participar da Equipe da Pastoral do Dízimo, a qual tem dinâmica e organização próprias. Mas é importante uma relação mútua entre os dois órgãos. Pois o dinheiro que entra através das ofertas do Dízimo é administrado pela CAEP. A Equipe da Pastoral do Dízimo presta contas à CAEP. Esta, por sua vez, deverá constantemente prestar contas das entradas e saídas da economia da paróquia ou da comunidade. Só assim, a Equipe da Pastoral do Dízimo poderá apresentar-se com transparência e liberdade diante dos dizimistas para levar-lhes a proposta evangélica do Dízimo.

A Equipe da Pastoral do Dízimo deve insistir para uma pessoa ser dizimista?

Não se deve insistir no sentido de pegar-lhe no pé. Deve-se, porém evangelizá-la. O que devemos fazer é mostrar para a pessoa as vantagens e deixá-la livre. Devemos ser rigorosos conosco mesmos no sentido de sermos fiéis ao nosso Dízimo, de testemunharmos a graça de poder oferecê-lo mensalmente, e de nos engajarmos na conscientização dos irmãos e irmãs a respeito do Dízimo. Oferecer a todos o máximo de informações e testemunhos. Depois disso, deixar que Deus opere no coração na pessoa. Devemos fazer a nossa parte: a conscientização.

Quando o dizimista desiste, deve ser cobrado?

Muitas vezes, a pessoa faz a opção pelo Dízimo levada pela emoção do momento. Passada a emoção, não se sente mais motivada a contribuir. Por isso é importante uma conscient

ização que atinja o coração e a razão. Uma pessoa conscientizada dificilmente interrompe sua contribuição; ao contrário, a aumentará. A conscientização deve levar o dizimista a uma decisão pessoal, espontânea, brotada do coração, a partir de uma experiência de fé na Divina Providência e de gratidão a Deus, Criador e Senhor de todas as coisas.

Cobrança em casa? Dízimo não se paga, se oferece; não se cobra, se recebe. Por fidelidade à Bíblia, deve-se orientar para que a pessoa entregue seu Dízimo na comunidade. O povo de Deus na Bíblia, seja no Antigo, seja no Novo participa da comunidade, não há razão de alguém ir até sua casa para receber o Dízimo. Mas é bom que a equipe visite as casas para divulgar o Dízimo, para orientar as famílias a participarem da comunidade e se tornarem dizimistas. Através desse trabalho missionário, a equipe atrai as famílias para a comunidade. Mais importante que ofertar o Dízimo é participar da vida da comunidade. O Dízimo é conseqüência de uma opção por Deus, pelo Evangelho, pelo Reino, pela Igreja. Sem a vida da fé em Deus e da união com a comunidade, o Dízimo se torna um peso, uma obrigação.

Em vez de cobrar, cabe à Equipe de Pastoral do Dízimo receber o Dízimo dos fiéis. Para isso, deve prever os meios e momentos possíveis: ou na secretaria paroquial; ou numa caixa coletora do Dízimo; ou marcando presença no início e final das missas e celebrações. Quem atua na Equipe de Pastoral do Dízimo não deve preocupar-se em atingir o bolso dos fiéis, mas o coração deles. De sua parte, o dizimista não deve preocupar-se com o que sai de seu bolso (se muito ou pouco), mas o que sai de seu coração (se pouco ou muito amor a Deus e à comunidade). O problema não está no bolso, mas no coração.

E quando o dizimista atrasa?

A Equipe de Pastoral do Dízimo deve preparar uma mensagem especial para todos os dizimistas em atraso, lembrando-lhes o compromisso que assumiram na comunidade. Deve ser uma mensagem de lembrança e orientação, nunca de cobrança. O melhor mesmo é fazer uma visita para saber o que aconteceu.

A Equipe de Pastoral do Dízimo deve prever algumas maneiras de lembrar o dizimista de seu compromisso com Deus e a Igreja. Por exemplo:

a) Enviar-lhe mensalmente (ou semestralmente, pelo menos) pelo Correio ou entregar-lhe em casa um relatório da prestação de contas da economia da paróquia ou comunidade;

b) Enviar-lhe pelo Correio mensagem pelo aniversário natalício e de casamento;

c) Enviar-lhe pelo Correio mensagem de Natal e de Páscoa;

d) Enviar-lhe pelo Correio ou entregar-lhe em casa o jornal da paróquia e/ou da diocese;

e) Enviar-lhe pelo Correio ou entregar-lhe em casa o carnê, no início de cada ano;

f) Animar mensalmente a Missa do Dizimista, oferecendo-a na intenção de todos os dizimistas, lendo, na oração dos fiéis, o nome dos dizimistas aniversariantes do mês (nascimento e casamento), entregando uma breve mensagem ao povo, entoando alguns cantos sobre o tema;

g) Enfim, buscar meios criativos de manter o dizimista atento e consciente de seu compromisso.

Deve ser feita cobrança em casa?

Se quisermos ser fiéis ao projeto de Deus em sua revelação sobre o Dízimo, deveríamos orientar o dizimista a entregar seu Dízimo na comunidade. Se o dizimista participa da Comunidade, não há razão de alguém ir até sua casa para receber o Dízimo. Mas, é bom que a equipe visite as casas para divulgar o Dízimo, para orientar as famílias a participarem na comunidade e se tornarem dizimistas. Através deste trabalho missionário, a equipe atrai as famílias para a comunidade.

A Equipe de Pastoral do Dízimo deve prever os meios para receber o Dízimo dos fiéis:

a) ou na secretaria paroquial;

b) ou numa caixa coletora do Dízimo;

c) ou marcando presença no início e final das missas e celebrações.

Não fica ainda a impressão de que a Pastoral do Dízimo seja na verdade uma forma de resolver o problema da falta crônica de dinheiro nas Paróquias?

Não. A falta crônica de dinheiro nas paróquias é conseqüência da ausência de uma sólida e segura Pastoral do Dízimo. A causa da falta de dinheiro é o egoísmo das pessoas, é a mentalidade consumista e dinheirista de nossa sociedade, é, enfim, a falta de conscientização da responsabilidade de todo batizado em participar e cooperar para sustentar a vida de sua comunidade de fé. O problema não está no bolso, mas no coração. Quem atua na Pastoral do Dízimo não deve preocupar-se em atingir o bolso dos fiéis, mas o coração deles. Também o dizimista não deve preocupar-se com o que sai de seu bolso (se sai muito ou pouco), mas o que sai de seu coração (se sai pouco ou muito amor a Deus e à comunidade).

O Dízimo não é uma questão de dinheiro, de falta ou sobra de dinheiro. O Dízimo é uma questão de fé. Se a Pastoral do Dízimo realizar sua missão, não como meio de angariar dinheiro, mas como evangelização, o povo começa a entender. Nosso povo tem coração aberto, tem um grande amor a Deus e à Igreja, tem desejo de participar. Mas não admite ser enganado. Por isso, é também importante a prestação de contas, com transparência e constância.

Qual a palavra certa – Pagar ou oferecer o Dízimo? Cobrar ou receber o Dízimo?

Por tudo o que se viu até aqui, percebe-se que o Dízimo é um ato de liberdade. Embora a Palavra de Deus na Bíblia o apresente como mandamento e obrigação, e até mesmo use o verbo “pagar”, é importante lembrar que Deus nunca obriga ninguém. De fato, o Dízimo é uma obrigação. Mas uma obrigação que brota do coração agradecido. Por isso, é muito importante mudarmos também nossa maneira de nos referirmos ao Dízimo. Se ele não é nem taxa nem imposto, ele não deve ser nem pago nem cobrado. Se o Dízimo é uma oferta agradecida, a devolução de uma parte recebida, um ato livre de fé, esperança e caridade, então ele é oferecido pelo fiel e recebido pela comunidade. É muito importante que a Equipe de Pastoral do Dízimo comece a mudar o jeito de falar do Dízimo. Dízimo não se paga, se oferece. Dízimo não se cobra, se recebe. Dízimo não é taxa, nem imposto, nem esmola. Dízimo é devolução, é gratidão, é ato de amor a Deus, à Igreja e aos irmãos e irmãs.

Deve-se cobrar dez por cento de cada dizimista?

Não se deve cobrar nada de ninguém. O Dízimo deve nascer do coração. É verdade que a Bíblia fala em Dízimo, que quer dizer exatamente dez por cento. Mas a Palavra de Deus não deve ser peso para ninguém. Deve- praticá-la, sem terem medo de se entregar totalmente à vontade de Deus e de acreditar no seu projeto libertador. Fica na consciência das pessoas darem o Dízimo que puderem. Mesmo que não seja exatamente dez por cento, deverá ser chamado de Dízimo, porque é a oferta que tal ou tal outro fiel quer e pode oferecer.

Como explicar às pessoas que o Dízimo não é dinheiro para o bolso do padre?

A única maneira de fazer calar alguns preconceitos que se espalharam no meio do povo é apresentar fielmente a prestação de contas do Dízimo. É preciso que o povo saiba para onde vai o seu Dízimo. Que ele participe das decisões quanto aos gastos, que veja as reformas da igreja, da casa e do salão paroquial, que participe de inaugurações, que controle as entradas e saídas das contas paroquiais. Quanto ao dinheiro para o padre, é preciso esclarecer que o pároco e outros padres que atuam na paróquia recebem seu salário mensal, que é, evidentemente, retirado do Dízimo. Nesse sentido, é bom lembrar o texto de 1Cor 9,4-14, onde se fala da justiça e da dignidade do salário para quem trabalha na evangelização.

Pode-se aceitar outros bens em lugar do dinheiro?

Sim, desde que se trate do Dízimo mensal que o fiel quiser e puder oferecer. Isso pode acontecer sobretudo em áreas agrícolas, onde os agricultores nem sempre têm dinheiro à mão, porque dependem das vendas de cada safra. É preciso considerar, contudo, que esse tipo de oferta complica bastante o trabalho da Equipe de Pastoral do Dízimo. Pois pode acontecer que os produtos oferecidos em espécie (alimentos, por ex.) não tenham utilidade imediata, correndo o risco de se perderem. Por isso, é aconselhável insistir que o Dízimo seja oferecido em dinheiro, pois assim sua aplicação é mais facilitada.

Como explicar que parte do Dízimo vai para a Arquidiocese?

Deve-se entender que a Igreja é uma comunhão de pessoas reunidas em pequenas comunidades e que estas comunidades formam uma rede, que é a paróquia, e que as paróquias formam a diocese, e que as dioceses todas juntas formam a Igreja de Cristo espalhada por todo o mundo. Quem sustenta a paróquia são as comunidades. Quem sustenta a (arqui) diocese são as paróquias. O ideal seria que o Dízimo fosse repassado adiante. Assim como os fiéis mantêm as comunidades com seu Dízimo, estas deveriam repassar o seu Dízimo para a paróquia. Esta, por sua vez, deveria repassar o seu Dízimo para a diocese, e assim por diante. É claro que do jeito que está nossa economia, ainda não é possível nos organizarmos assim. Vive-se de festas, rifas, bingos, aluguéis, apólices, exatamente porque o Dízimo não é posto fielmente em prática por todos os católicos. Uma boa evangelização sobre o Dízimo nos tornaria mais fiéis à comunhão de bens proposta pelo Evangelho.

Para quê o Dízimo, se as festas dão mais dinheiro?

As festas dão dinheiro pra quem? Para as distribuidoras de bebidas, para os camelôs, para os supermercados que as abastecem. Uma pergunta se faz necessária: Nossas festas de Igreja são evangelizadoras? Há um descontentamento generalizado no interior de nossas comunidades quanto às festas: exigem muita preparação; provocam cansaço e estresse; às vezes criam divisões e fofocas na comunidade; roubam o tempo que poderia ser usado na catequese, na oração, na evangelização, na formação de novos ministros, nos grupos de reflexão; facilitam o consumo de drogas, o exagero em bebidas e os namoros irresponsáveis; favorecem a prática de desvio de dinheiro; desagradam os vizinhos por causa do barulho. Muitas vezes, a condição de realizá-las passa por relações indecentes da Igreja com empresas comerciais e poderes públicos: vantagens, desvios de recursos públicos, doações interesseiras. Relações em que a Igreja se vende ao mercado e ao poder.

Além disso, as festas distorcem o sentido bíblico de festa e disseminam a idéia de que a Igreja é uma empresa de fazer dinheiro. Atrapalham as relações ecumênicas, uma vez que os membros de outras igrejas cristãs nos vêem como adoradores do deus-dinheiro e promotores de vícios. Fazer festa é um ato profundamente bíblico e cristão. Mas não para fazer dinheiro, nem para facilitar os vícios. As festas dos israelitas e dos primeiros cristãos eram ocasião de celebrar a vida, a fé e a organização do povo. Eram marcadas pelo espírito da alegria e da partilha.

Não se pode nem se deve acabar de vez com as festas. Mas, com o incentivo da Pastoral do Dízimo e o aumento do Dízimo dos fiéis, será possível diminuir drasticamente o número delas e a preocupação que nos causam. Mais que tudo isso, é importante considerar que o Dízimo é um mandamento bíblico e, por isso, favorece grandemente a experiência de fé em Deus e de partilha com os irmãos e irmãs.

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